Braille para todos. Designer cria fonte que une braile ao alfabeto tradicional

Este projeto tipográfico quer unificar inglês, japonês e braille em uma única fonte. Você pode tocar com letras que você pode ver

08/02/2019

Explorando os limites do design tipográfico, o designer Kosuke Takahashi, de Tóquio, desenvolveu a Braille Neue, uma tentativa de combinar o Braille com os alfabetos inglês e japonês.

E isso não foi uma tarefa fácil. Existem, por exemplo, 26 caracteres diferentes no alfabeto inglês, enquanto o Braille da mesmo língua possui mais de 250 símbolos distintos, que representam letras, número, artigos (“a”, “an” e “the”), e a combinação de letras (como “ed” e “wh”).

Tipografia braile

Para desenvolver a fonte Braille Neue, Takashi alterou os caracteres ingleses e japoneses para adaptá-los a tabela Braille, e o resultado é um design que é futurista e rígido, mas ainda fácil de compreender, exceto por algumas letras que necessitam de alguns contorcionismos extras, como a letra “i”.

Takahashi criou duas variações da Braille Neue, uma versão padrão destinada apenas para a língua inglesa, e uma versão de contorno, que serve tanto para inglês quanto japonês. “Nosso objetivo é utilizar essa fonte universal nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio em 2020 para criar um espaço realmente universal onde qualquer pessoa possa acessar informações”, diz Takahashi em seu site. “Nós focamos em uma sociedade inclusiva onde usar braile se torna alguma comum”.

Braile parede

Apesar da ideia já ter sido ter sido tentada anteriormente, conforme aponta a Fast Company, o projeto possui um potencial maior para oferecer mais foco ao Braille, cuja alfabetização continua a cair graças aos computadores, smartphones, tecnologias de voz para texto e assistentes de voz.

Takahashi ainda afirma ainda que a fonte pode substituir as atuais sinalizações no espaço público, precisando apenas fazer alguns ajustes. “É fácil implementá-la na infraestrutura existente e é também um trampolim para um futuro mais sustentável e inclusivo após 2020”.

Este “trabalho em construção” infelizmente ainda não está disponível para download, mas mais informações sobre a fonte podem ser encontradas aqui.


Publicado dia 07 de abril de 2018 na Fast Company. Imagens: Kosuke Takahashi

Luvas traduzem a linguagem de sinais para a fala 08/02/2019

Estas luvas traduzem a linguagem de sinais em texto ou fala. Chama-se "signAloud" e foi inventado por doi...

Salas de cinemas precisam se adequar a critérios de acessibilidade até janeiro de 2020 19/08/2019

A partir do dia 1º de janeiro de 2020, todas as salas de cinema do país serão obrigadas, sob pena de mult...